Blog da Família de Mídias Sociais

Divulgando e compartilhando experiências com novas tecnologias educacionais.

Confissões de Adolescentes na Web – Estratégia Educacional

Por Vinícius Farias

O ser humano sempre teve a necessidade de se expressar e contar histórias. Para isso utilizou as ferramentas disponíveis em seu tempo: pinturas rupestres, pergaminhos, diários em cadernos com cadeados e hoje, cada vez mais, utiliza a internet. Ora, mas diário não é onde escrevemos o que sentimos e contamos os pensamentos mais secretos? Em nossa era não! Há aqui a necessidade de globalizar a informação, seja escrevendo em blogs ou até mesmo em redes sociais, para que gere comentários e discussões.

Em aula, falei outro dia sobre a peça “Confissões de Adolescentes”, que foi escrita com base nas experiências descritas em um diário e tão logo decidimos ver no Youtube um episódio da série de televisão originada a partir da peça. Os alunos, na faixa dos treze e quatorze anos, adoraram e interagiram bastante. Isso me fez pensar em como o “novo” pode nos ajudar a surpreender com o “antigo”. Em como uma ferramenta tecnológica como o Youtube pode, com facilidade de segundos, permitir que embarcássemos nessa história dos anos noventa e que o assunto abordado pudesse ser apreendido por meio das imagens. O episódio, que falava sobre virgindade, desencadeou um debate sobre gravidez, camisinha, proteção, hora certa, seguir o caminho dos estudos para ter um futuro promissor, etc. Tudo gerado a partir de um vídeo da internet. E gosto muito de debates, os alunos têm a chance de expor suas opiniões, têm de fundamentá-las, repensá-las. Ótimo exercício!

No Paquistão temos o caso da menina Malala Yousafzai que escrevia em seu blog as barbaridades que aconteciam em seu país e mostrava para o mundo sua visão. Chegou a sofrer um atentado por conta disso. No Brasil, temos inúmeros blogs de adolescentes e ainda a página no Facebook da Isadora Faber, uma adolescente que expõe os problemas de sua escola. O fato é que nossos alunos estão na rede, se comunicando, exercitando a escrita, ainda que seja com o “internetês”, e por que nós, educadores, temos de ficar de fora? Sempre digo aos meus colegas: tenham um blog, uma página no Facebook, um perfil no Twitter, enfim, um canal digital aberto para a comunicação com os alunos e com o mundo.

Vi uma entrevista da educadora Andrea Ramal em que ela dizia que não basta usar a tecnologia em sala só por usar, tem de haver um porquê pedagógico. E tenha certeza, os diários virtuais dos adolescentes, se bem monitorados e mediados, podem ser uma ótima estratégia para estimular a escrita, o pensamento crítico, o senso de responsabilidade com o que postam, a interação e o protagonismo de nossos alunos.

Tem dúvidas sobre os blogs? Temos uma aula na Educopédia que pode te ajudar. É a aula 25 do oitavo ano de Língua Portuguesa: “A estrutura dos diferentes gêneros discursivos – texto teatral, e-mails, blogs/informações explícitas e implícitas”. Acesse em www.educopedia.com.br

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6 Comentários

  1. Petronilha Alice Almeida Meirelles

    Concordo com tudo que você escreveu! Quem não entra para o mundo tecnólogico, não consegue dar um voo com plenitude. Parabéns, Vinícius!!

    • Muito obrigado! Fico feliz de compartilharmos da mesma opinião. Se bem utilizada, a internet pode ser uma ótima ferramenta para que nossos jovens possam alçar voos cada vez maiores. A pergunta é: que papel os educadores querem desempenhar nessa realidade? 😉

  2. Joana Viana De Barros

    Vinícius, eu achei muito interessante os eu artigo e acho que o tema rende muito. Eu tenho 35 anos, sou da geração do Confissões, e também sou professora de Ciências da rede municipal. A diferença geracional é assustadora. Eu utilizo os novos suportes, me considero atualizada neste sentido, mas há algo realmente diferente entre as atividades de escrever em um diário e escrever em um blog. O que é crucial é a discussão a respeito da privacidade/comunidade. O meu diário não era lido por qualquer um. De fato, ele não era lido por ninguém: tinha até um cadeado. E tem o elemento material, múltiplos clipes e colagens, a minha caligrafia e o que ela revelava. Enfim, podemos traçar uma correspondência dos dois suportes considerando a distância entre uma geração que mantinha segredos a sete chaves e outra que escreve a respeito de si para todos. A peça representa um momento híbrido entre estes dois movimentos, quando Maria Mariana resolveu abrir as páginas do seu diário e transformá-la em uma peça…

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